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Um passarim, que canta baixinho e faz seu ninho, que é pr'um dia acolher seu bem que vai chegar. Um passarim, que bica uma flor e nem por isso é beija-flor. Um passarim, que também é peixe, que resolveu fazer do céu o seu mar. E assim vai voando, e cantarolando, até se encontrar. E enquanto isto, o sol fica a lhe guiar. E assim também a luz do luar.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pois se enganam alguns. Pois se iludem alguns. E estes alguns somos todos. O que agora faço é sair deste 'todos'.

Eu não quero preencher vazios. Eu quero compartilhar aquilo que está cheio em mim.
Não quero permanecer na bolha de contos de fadas. Permito-me viver ilusões fluidas e permeáveis somente, o suficiente para perceber a realidade quando esta se ausenta nos instante que se sonha a idealização. Eis que percebo a coisa toda agora ser assim:
Primeiro, porque, ' Enquanto não superarmos a ânsia do amor sem limites, não podemos crescer emocionalmente. Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um.' - Fernando Pessoa. 
 E este é meu parágrafo único para se viver a dois 
Eu não quero preencher um vazio. Quero compartilhar o que está cheio em mim. Portanto, não quero moldes que caibam em meus sonhos. Assim não há a graça da espontaneidade, logo, não me venha com o blues da piedade. Eu quero é saber dos seus, realizar os meus, compartilhar os sabores das venturas e desventuras que deles 'provirem'. No meio do caminho, que não nos impeçamos todavia, de inventarmos nossos sonhos. E que os intentos de fazermos com que eles nascam e vigorem em terra, não diminuam nossa fé pelo céu que nos orienta e por tudo o que faça dele sua morada.
P.S.: Sem tempo para revisar, mas aceito críticas, mesmo assim. E acho que consegui transmitir a essência.




 
 

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