Uns pares pra mais ou pra menos. O que importa é que havia se passado pouco mais de um ano e eu comecei a sair do casulo de vidro que havia tecido em torno de mim (muitas coisas aconteceram) e, além disto, disposta a olhar meu percurso acadêmico por uma outra perspectiva. Motivos? Todos! Mas talvez, o mais forte tenha sido o de querer aproveitar o tempo: ele tira de mim e de todos tudo o que ele quer, mas se não tirasse, nada aconteceria. E eu só posso usufruir-lo enquanto ele passa e nos toma o que parecia nos pertencer. Neste exato momento - sim, pois assim foi- em que retomei a vida pulsando ao meu redor e ecoando em meu interior à mesma altura, o desconhecido do ônibus me reencontrou pelo mundo virtual. Digo desconhecido, pois não me recordava mais dele... Mas quando se reapresentou, pareceu-me já uma figura antiga da minha roda de amigos. Conversas vão, conversas vem, ele me perguntou dos meus sonhos. E por aí se enquadram todas as ideias a respeito das relações entre a gravura e a dança e outras diversas coisas mais, mas estas últimas não vem ao caso agora...
Enfim...
v.t. Reunir intimamente: incorporar óleo à cera. / Proceder à incorporação de: incorporar os novos alunos. / Reunir (condôminos) para construção de imóvel. / &151; V.pr. Entrar na composição de algum corpo ou nele se meter. / Fig. Congregar-se, reunir-se, juntar-se a. Aqui ficam os registros de algumas impressões que o meu corpo for gravando.
Ví por aqui...
- Hortênsia Ribeiro
- Um passarim, que canta baixinho e faz seu ninho, que é pr'um dia acolher seu bem que vai chegar. Um passarim, que bica uma flor e nem por isso é beija-flor. Um passarim, que também é peixe, que resolveu fazer do céu o seu mar. E assim vai voando, e cantarolando, até se encontrar. E enquanto isto, o sol fica a lhe guiar. E assim também a luz do luar.
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